terça-feira, 14 de junho de 2011

HERDEIROS DAS TROPEADAS




Kauan Bogo e César Augusto Zanini de Lorenzi - Recebem os tropeiros
Por Edson de Lorenzi Herdeiros das tropeadas, amigos de Monte Carlo, se reúnem para reviver o passado que foi cenário do espaço que vivemos hoje. Marcado pelo pioneirismo, desbravamento, trabalho, história, lenda e causos, os tropeiros foram os primeiros homens a explorar esse território e miscigenar as etnias com nativos (índios e bugres) de nossa região. Sendo assim um grupo de cavaleiros da Empresa Imaribo, do município vizinho de Monte Carlo - SC, se desafia a conhecer mais essa história. A palavra "tropeiro" deriva de tropa, numa referência ao conjunto de homens que transportavam gado e mercadoria no Brasil colônia. O termo tem sido usado para designar principalmente o transporte de gado da região do Rio Grande do Sul até os mercados de Minas Gerais. Nesses trajetos, os tropeiros procuravam seguir o curso dos rios ou atravessar as áreas mais abertas, os "campos gerais" e mesmo conhecendo os caminhos mais seguros, o trajeto envolvia várias semanas. Ao final de cada dia era acesso o fogo, para depois construir uma tenda com os couros que serviam para cobrir a carga dos animais, reservando alguns para colocar no chão, onde dormiam envoltos em seu manto. Chamava-se "encosto" o pouso em pasto aberto e "rancho" quando já havia um abrigo construído. Ao longo do tempo os principais pousos se transformaram em povoações e vilas. Vestidos como gaúchos com chapéus, ponchos, e botas, os tropeiros dirigiram rebanhos de gado e levaram bens por esta região para São Paulo, comercializados na feira de Sorocaba. O tropeiro iniciava-se na profissão por volta dos 10 anos, acompanhando o pai, que era o negociante (compra e venda de animais) o condutor da tropa. Usava chapelão de feltro cinza ou marrom, de abas viradas, camisa de cor similar ao chapéu de pano forte, manta ou beata com uma abertura no centro, jogada sobre o ombro, botas de couro flexível que chegavam até o meio da coxa para proteger-se nos terrenos alagados e matas.A alimentação dos tropeiros era constituída por toucinho, feijão preto, farinha, pimenta-do-reino, café, fubá e coité (um molho de vinagre com fruto cáustico espremido). Nos pousos comiam feijão quase sem molho com pedaços de carne de sol e toucinho (feijão tropeiro) que era servido com farofa e couve picada. Bebidas alcoólicas só eram permitidas em ocasiões especiais: quando nos dias muitos frios tomavam um pouco de cachaça para evitar constipação e como remédio para picada de insetos. O tropeiro montava um cavalo que possuía sacola para guardar a capa, a sela apetrechada, suspendia-se em pesados estribos e enfeitava a crina com fitas. Chamavam "madrinha" o cavalo ou mula já envelhecida e bastante conhecida dos outros animais para poder atraídos era a cabeça da tropa e abria o percurso, com a fila de cargueiros à sua retaguarda; "malotagem" eram os apetrechos e arreios necessários de cada animal e acondicionamento da carga e "broaca" os bolsões de couro que eram colocados sobre a cangalha e serviam para guardar a mercadoria. Além desse marco histórico, o tropeiro também está inserido no conflito da Guerra do Contestado. A história catarinense passa pela pelas montarias dos tropeiros. Parabéns e sucesso ao grupo montecarlense!!!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Dignidade e Justiça








Por Ariel Bonadiman

O movimento dos professores que surgiu no estado de Santa Catarina (em outros estados também), vem com objetivo da relugamentação do piso nacional. Mas não é somente isso, os educadores também batalham para melhorar a qualidade do ensino público, não privatização da merenda escolar, não municipalização do ensino estadual, concurso público para insersão dos ACTs, entre outros. Desta forma, educadores e educandos terão animo e ferramentas adequadas para elevar o nível de conhecimento e consciência na construção da aprendizagem e formação do conhecimento. A diversidade de motivos que deu origem a essa manifestação e indignação, exige que cada sujeito dessa sociedade busque conhecer “os dois lados da moeda”, não se prendendo apenas em notícias vagas que passam em alguns meios de comunicação. E a melhor forma de se apropriarmos do que está ocorrendo é que cada pai e cada mãe busquem interagir na escola onde seu filho estuda, isso evita tirar conclusões precipitadas e erradas. O importante é construirmos sujeitos conscientes ativos no processo de cidadania e desta forma aproveitar essa ferramenta poderosa para que seja a EDUCAÇÃO. Que a felicidade brilhe para todos!!!