sexta-feira, 13 de março de 2015

Memórias de Taquaruçu

Antônio T. Delfes

Vivaldino Gonçalves da Silva

























SURPRESA - Casa João Bogo

 Autor: Pedro Aleixo Felisbino

Na década de (80) oitenta/ No interior era divertido
Sapecava o aniversariante/Pra dar jantar pros amigos

Foi muito comentado/A surpresa no João Bogo
Fomos já de tardezinha/Pra sapecar ele no fogo.

Uma lavareda de grimpa/Na saída da cozinha
Dona Izabel encobria/ no volume do rádio de pilha.

Com batida na porta/ João nos recebeu
Levamos ele na lavareda/Quanto esforço ele nos deu.

O Selmo tastaviando/Se firmou num pinheiro
O João se encolhia e se espichava
Queimando nós os companheiros.

Está cultura/ Foi grandeza do passado
A festa com bolo/Frango e porco assado

A dança era na sala/ A saudade machuca e se cala.

PRECE DA CURA E PROTEÇÃO - João Maria de Agostinho



João Maria de Agostinho

Deus Pai Todo Poderoso, criador do Céu e da Terra, que deu a Vosso Filho, Jesus Cristo, um poder infinito sobre todas as forças que existem no Universo e na Terra, perdoai todos os nossos erros e pecados, livrai- nos de nossos sofrimentos e tentações, angústias, desânimos e desesperos e tirai a confusão de nossas cabeças. Pedimos também para afastar de nossa casa, da casa dos parentes e vizinhos, toda a inveja e falsidade e preservá-las de incêndios, arrombamentos e roubos. Que Deus impeça toda ação diabólica do mau espírito contra as nossas famílias. Que o nosso anjo da guarda vigie durante a noite para que tenhamos um sono tranquilo e reparador.

HISTÓRICO DE JOÃO BOGO

Texto: Mateus Bogo Neto, Catarina Lapate e Edson de Lorenzi
Filho de Bevenuta de Lorenzi Bogo e Mateus  Bogo, João Bogo nasceu no dia 15 de maio de 1939, no município de Orleans. Numa família de 5 irmãos e 5 irmãs, João foi o primeiro filho do Casal. Depois vieram: Otília, Rosalino, Edina, Catarina, Francisco (Chico), Toni, Maria, Carlinho e Rita. João sempre foi uma criança motivada e disposta. Começou a desenvolver seus estudos no município de Orleans, mas aos 9 anos, veio Serra acima e chegou em Taquaruçu de Cima no ano de 1948. Aqui no Taquaruçu complementou parte de seus estudos participando de curso do Mobral. Durante sua juventude desenvolvia trabalho na agricultura ajudando seus pais no cultivo de milho, trigo, feijão, arroz, entre outros. Todas as atividades eram realizadas braçalmente e o cultivo do solo eram realizado com auxílio de animais.
Mas se tinha uma atividade que seu João gostava de fazer era jogar futebol. Na posição de zagueiro, sempre foi competente e habilidoso. Não passava bola e nem jogador. Seus gritos de motivação com os companheiros não faltava. Era um exemplo de raça e determinação. Sempre motivou seus filhos a prática desse esporte, acompanhando-os nos jogos e ficando a margem da linha do campo dando gritos de ordem para com o time, pelo qual torcia. Nas bailantas da vida conheceu a moça Izabel Goetten, no qual seu coração se curvou a esse sentimento. Desse encontro, começou um relacionamento que acabou em casamento. O matrimônio aconteceu no dia 04 de setembro de 1960.  Seu João e dona Izabel constitui uma nova família. Abençoados por Deus, o casal coloca no mundo 7 filhos: Paulo, Mateus, Ivonete, Claudio, Renato, Roberto e Jair. O casal passou por muitas dificuldades, mas conseguiu dar a família ótima educação, roupa, comida, lazer, mas tinha algo que sobrava que era o amor pelos filhos. A vida na lavoura era árdua, era sofrida, mas era divertida. Nunca faltou comida na mesa, roupa lavada e educação para os filhos. Na comunidade sempre foi um membro ativo e participativo, ajudando na parte espiritual, com organização de celebrações e ações religiosas. Também foi muito assíduo nos trabalhos comunitários, fazendo parte da diretoria da comunidade sendo um agente importante no desenvolvimento e no progresso da mesma. 

E como seu João era divertido, principalmente quando ele sentava em uma mesa para jogar truco, aliás ele gostava de jogar truco em pé para poder gritar mais forte e intimidar seus adversários. Era muito divertido. Seus filhos e netos vem deixando seu João muito contente, pois ajudam, colaboram e participam das atividades comunitárias de suas comunidades. Atualmente seu João possui uma família enorme composta por 12 netos, 6 bisnetos e mais 01 que está a caminho. Deixa noras, genros, filhos, sobrinhos, tios, primos, parentes e amigos... mas deixa acima de tudo o exemplo, a honestidade, o trabalho, a simplicidade, a amizade e a missão a seus descendentes de continuarem a caminhada e não desistir nunca. Sem dúvida, e seu João pudesse falar nesse momento ela falaria: - Dona Izabel, você foi mais do que uma mulher, mais do que uma mãe, mais do que uma companheira. Você foi minha própria vida. Seu João cumpriu com sua missão e com seu legado. Hoje, 17 de dezembro de 2014, estamos nos despedindo de nosso irmão, amigo e companheiro, João Bogo com 75 anos de idade. Mais um sentimento de perda, já que foi se juntar a seus irmãos Otília e Chico que também nos deixaram tão prematuramente. Mas você não está longe João, porque enquanto estiver em nosso coração você estará conosco. Você teve uma família grande e agora mais que nunca ela será uma 'grande família'. A Isabel leu e viveu, da primeira à última página, toda a cartilha de como ser uma esposa e mãe exemplar. Você amava a vida, você gostava de viver e assim voltou a ser criança... Nós todos (irmãos, esposa, filhos, netos, sobrinhos, primos e toda a comunidade de Taquaruçu de Cima) vamos continuar ouvindo sua batida na mesa com o grito de 'TRUCO!' ... e ganhando todas da turma lá de cima... Saudades de ti por saber estarás longe de nós na morada celeste, mas para sempre ficará junto de nossos corações. Obrigado por fazer parte de nossas vidas. Assina Comunidade de Taquaruçu de Cima e família!!!

AMIGO TONHO

Por Pedro Aleixo Felisbino (13/12/2007).
História de um amigo /Que tinha por tradição
Acender uma fogueira/Em homenagem a São João
Logo que sol descia /Até roupa nova vestia
Dê-lhe fogo no fogão /Pro preparo do quentão
           II
Logo os convidados chegavam /No sistema antigo se cumprimentavam
Muito causo se contavam /História de lobisomem,
De Pedro Malazarte/Sempre dava desempate
Mas quando mexia com caçada e pescaria /Duvido quem não mentia
         III
No clarão da fogueira /A lenha virava brasa e o povo se aquentava
Batata doce assada, a Terezinha servia /Bolacha, pipoca, doce na bacia...
Tonho gritava ! Tá no ponto o quentão./Nem que chova canivete
Uma cesta se pé de moleque /E vinho em garrafão
            IV
Antônio possuía tudo que queria/Era feliz por tudo que tinha
No trabalho da lavoura suava a camisa /Tudo prol da própria família
Nas peladas de amigos/Jogava de atacante

Responsável por tudo que fazia /Teve sua despedida no dia de Santa Luzia