sexta-feira, 13 de março de 2015

AMIGO TONHO

Por Pedro Aleixo Felisbino (13/12/2007).
História de um amigo /Que tinha por tradição
Acender uma fogueira/Em homenagem a São João
Logo que sol descia /Até roupa nova vestia
Dê-lhe fogo no fogão /Pro preparo do quentão
           II
Logo os convidados chegavam /No sistema antigo se cumprimentavam
Muito causo se contavam /História de lobisomem,
De Pedro Malazarte/Sempre dava desempate
Mas quando mexia com caçada e pescaria /Duvido quem não mentia
         III
No clarão da fogueira /A lenha virava brasa e o povo se aquentava
Batata doce assada, a Terezinha servia /Bolacha, pipoca, doce na bacia...
Tonho gritava ! Tá no ponto o quentão./Nem que chova canivete
Uma cesta se pé de moleque /E vinho em garrafão
            IV
Antônio possuía tudo que queria/Era feliz por tudo que tinha
No trabalho da lavoura suava a camisa /Tudo prol da própria família
Nas peladas de amigos/Jogava de atacante

Responsável por tudo que fazia /Teve sua despedida no dia de Santa Luzia

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